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domingo, 29 de novembro de 2015

Estalar do medo


{...}
Em meio as trevas da noite
o medo me tomou
assombrada pelo vazio da luz e do amor,
em prantos adormeci.
O que houve com ele?
Isso nem ao menos sei responder...
O que sei é que, não era ele.
Me contive,
nem uma só palavra saiu.
Eu não sabia o que eu estava sentindo.
Apenas que queria sumir dali, para longe.
Talvez quem sabe, nunca mais voltar.
A luz voltou a brilhar, era o sol.
Amanheceu e apenas senti o toque dele em meu braço.
Não consegui me virar.
Ainda havia assombro em meu semblante.
Ele nada percebeu.
Homens não reparam, não é verdade?
No silencio da manhã de domingo,
Eu nada conseguia dizer, apenas olhava.
Dentro de mim continua um buraco.
Essa cratera quase infinita que ele mesmo criou.
Se ela vai sumir, eu não sei.
Mas talvez o sentimento bonito que eu sentia,
jamais voltará.
O que eu sei é que as palavras não sumirão de mim,
O rosto daquele indivíduo emergindo trevas com o olhar furioso,
aquilo ficará marcado.
Se terá um fim e amenizará esse sentimento em mim,
É uma resposta que eu mesma quero saber...
{...}

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